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Tags hreflang explicadas: guia prático para sites multilíngues

O que é a tag hreflang, por que importa para o SEO multilíngue, a sintaxe certa, as regras do Google e os erros mais comuns, com exemplos de código HTML.

Atualizado em 24 de setembro de 2026 · 5 min de leitura

Você traduziu o site para inglês e espanhol, mas o Google continua mostrando a versão em português para quem pesquisa em Madri. Na maioria das vezes, o problema está em poucas linhas de HTML que faltam ou estão erradas: as tags hreflang.

Veja o que elas fazem, como escrever do jeito certo e como conferir o seu site em segundos com o verificador de SEO multilíngue grátis.

O que é hreflang

hreflang é um atributo que diz ao Google: "esta página existe em outros idiomas, e as versões estão nestas URLs". Com isso, o buscador mostra a versão certa para cada pessoa e entende que as traduções são alternativas da mesma página, não conteúdo duplicado.

A forma mais comum é colocar tags <link> no <head> de cada página:

<link rel="alternate" hreflang="pt-BR" href="https://seusite.com/precos" />
<link rel="alternate" hreflang="en" href="https://seusite.com/en/precos" />
<link rel="alternate" hreflang="es" href="https://seusite.com/es/precos" />
<link rel="alternate" hreflang="x-default" href="https://seusite.com/precos" />

Por que importa

Sem hreflang, o Google precisa adivinhar. O resultado costuma ser um destes:

O hreflang não faz uma página subir no ranking, mas garante que a página certa apareça para o público certo.

As regras que o Google exige

Reciprocidade

Se a página em português aponta para a versão em inglês, a versão em inglês precisa apontar de volta para a em português. Uma tag sem retorno é ignorada. Na prática, todas as versões devem ter o mesmo conjunto completo de tags.

URLs absolutas

Sempre com protocolo e domínio: https://seusite.com/en/precos, nunca /en/precos.

Autorreferência

Cada página também declara a si mesma. A página em inglês inclui uma linha hreflang="en" apontando para a própria URL.

Códigos ISO válidos

O idioma segue a ISO 639-1 e a região, opcional, a ISO 3166-1 Alfa-2, separados por hífen. Os erros mais comuns:

ErradoCertoPor quê
en-UKen-GBO código do Reino Unido é GB
jpjajp é o país; o idioma é ja
cnzhChinês é zh (ou zh-CN, zh-TW)
krkoCoreano é ko
dkdaDinamarquês é da
grelGrego é el
czcsTcheco é cs
uaukUcraniano é uk
pt_BRpt-BRHífen, não underscore

Para quem escreve em português, a diferença mais útil é entre pt-BR (Brasil) e pt-PT (Portugal). Se você tem uma única versão em português para todos, use só pt.

x-default: a versão de reserva

x-default indica qual página mostrar quando nenhum idioma do seu conjunto combina com o do usuário. Normalmente é a versão original. Não é obrigatória, mas é recomendada.

Três formas de implementar

  1. No <head> de cada página. A mais comum e a mais fácil de conferir.
  2. No sitemap XML. Cada <url> lista as alternativas com <xhtml:link rel="alternate" hreflang="..." href="..."/>.
  3. No cabeçalho HTTP Link. Para arquivos que não são HTML, como PDFs:
Link: <https://seusite.com/guia.pdf>; rel="alternate"; hreflang="pt-BR",
      <https://seusite.com/en/guide.pdf>; rel="alternate"; hreflang="en"

Escolha um método e seja consistente.

hreflang e canonical

O canonical diz qual URL é a principal dentro do mesmo idioma. O hreflang liga versões de idiomas diferentes. Os dois convivem, desde que cada página traduzida tenha um canonical que aponte para ela mesma.

Se a página /en/precos tiver canonical para /precos, você está dizendo ao Google que a versão em inglês é uma cópia da original. Ele obedece: deixa de indexar a versão em inglês e ignora o hreflang.

Não esqueça o html lang

O atributo <html lang="en"> não substitui o hreflang, mas deve concordar com ele. Uma página marcada com hreflang="en" e lang="pt-BR" manda sinais contraditórios.

Erros típicos

Como verificar

Abra o código-fonte (Ctrl+U), procure por hreflang e repita em cada versão traduzida. Funciona, mas é lento.

O jeito rápido é o verificador de SEO multilíngue grátis: cole a URL e ele confere o hreflang no <head> e no cabeçalho HTTP (códigos válidos, URLs absolutas, autorreferência, x-default, duplicados), o html lang, o canonical e visita até seis versões traduzidas para confirmar que elas respondem 200 e linkam de volta. Para uma revisão completa do site, siga a auditoria de SEO multilíngue.

Como o Lantis automatiza tudo isso

O Lantis entrega cada idioma na própria URL (subpasta como /en/) e adiciona automaticamente as tags hreflang de todos os idiomas mais x-default, o html lang correto e um canonical autorreferente em cada página.

A tradução é feita por IA, com editor visual, glossário e seletor de idioma incluído. Custa a partir de € 3/mês por idioma (€ 2,50 a partir de 2 idiomas, € 2 a partir de 10), e as primeiras 100 traduções são grátis, sem cartão. Funciona em Webflow, WordPress, Shopify e qualquer site com uma linha de código; no Framer, pelo plugin. Veja como traduzir um site Framer ou um site Webflow.

Perguntas frequentes

O hreflang melhora o posicionamento?

Não diretamente. Ele faz o Google mostrar a versão certa de cada idioma e evita que as traduções sejam tratadas como duplicadas.

Devo usar pt-BR ou só pt?

Use pt-BR e pt-PT se você tiver versões diferentes para Brasil e Portugal. Se tiver uma única versão em português para todos, pt é suficiente.

O x-default é obrigatório?

Não, mas é recomendado. Sem ele, o Google escolhe sozinho qual versão mostrar para quem fala um idioma que o seu site não cobre.

Dá para usar hreflang com ?lang=en na URL?

Tecnicamente sim, mas não é recomendado. Parâmetros costumam ser ignorados ou mal rastreados. O ideal é uma URL real por idioma, como /en/.

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